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segunda-feira, 30 de junho de 2008

11 anos Pop Rock

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A celebração dos onze anos da rádio da galera reuniu convidados especiais que não podiam faltar. Entre eles estava o grupo gaúcho Da Guedes que subiu ao palco Open Air e embalou o público com alguns clássicos da banda e músicas que estão no novo trabalho, um CD/DVD ao vivo em que eles mostram uma variação de estilos dentro do hip hop , Reggaetom, Dancehall, e MPB.
Uma das surpresas da festa foi a banda Redoma. Eles não deixaram o público parar, aliás, a banda formada em 2004, deve muito ao público. Com 162 votos, foram os mais votados em uma enquete feita na comunidade da Pop Rock, superando bandas como Cachorro Grande e Pitty. Dividia as atenções com O Rappa que no momento tocava no palco principal. Os músicos surpreenderam e mostraram porque estavam ali, embalando o público com as músicas do primeiro trabalho, e também levaram a galera ao delírio quando tocaram Toxicity do System of a Down. Mesmo com alguns problemas na aparelhagem de som, o que deixou a voz da Cassia um pouco baixa, ficou claro no rosto da galera que foi um dos melhores shows da festa.
Outra grande atração, também no palco Open Air era a Banda da Galera, formada pelos comunicadores da rádio Eron Dal Molin, Bivis, Arthur De Faria, Paulo Inchauspe e Oliver Kbludo. Começaram agitando a galera tocando TNT e seguiram com sucessos de bandas como Cachorro Grande, Ramones, Camisa de Vênus e Metallica. O público até começou a ensaiar uma roda punk, mas como no ano passado, foram impedidos pelos seguranças. Aliás, fica aqui umas das criticas da festa, os seguranças roda punk também é cultura, não é violência, eu vejo como uma simples dança característica de determinado estilo.
Como é a rádio da galera, dessa vez levaram ao pé da letra e resolveram reunir os membros das mais diversas tribos, como aconteceu no palco Open Air que contou com a apresentação das bandas de pagode Na moral, Zueira e Show de Bola que fizeram o público dançar mesmo com o frio. Com sucessos que não deixavam o público parar de dançar. O fim da festa foi chegando e quem tratou de encerrar a celebração foi o Dj Malboro.


Texto: Wender Zanon
Foto: Michel Basgal dos Santos

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Aniversário da Pop Rock

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A inexperiência contribuiu para que tivéssemos determinadas dificuldades para fazer a cobertura da festa da Pop Rock. Não tínhamos os equipamentos mais adequados, então, fomos ao improviso. Com as câmeras pessoais, papel e caneta na mão entrevistamos algumas pessoas na fila. Tais que não acreditaram muito no nosso propósito, já que, não tínhamos qualquer tipo de identificação de imprensa. Quando finalmente conseguimos as pulseirinhas rosa (exclusivas para imprensa) as pessoas começaram a perceber que realmente estávamos lá a trabalho. Havia pessoas de todas as tribos, punks, rockeiros, mauricinhos, pais acompanhando os filhos, etc. Alguns foram para assistir a um show, outros foram para aproveitar todas as atrações da festa. Mas com certeza, o show mais citado e esperado foi o da banda O Rappa, que subiu ao palco pouco antes da 1 da manhã. A abertura dos portões estava prevista para às 16 horas, mas ocorreu somente as 17 horas. Assim, os shows começaram com atrasos, mas não foi motivo para atrapalhar o andamento da festa, muito menos a animação da galera. O primeiro show foi da banda Comunidade Nin-Jitsu, e foi perceptível a ‘timidez’ do público, mas aos poucos a galera se soltou. Também tivemos dificuldades para fazer as fotos dos shows que aconteceram no palco Open Air, por questões de iluminação e ausência do espaço VIP, assim, tínhamos que ficar no meio do aperto das pessoas para fotografar. Enfim, a experiência valeu, com certeza deu pra aprender muita coisa e na próxima iremos mais preparados para eventuais contra tempos.
Texto/Foto: Natalia Nissen

Pop Rock presenteia a galera com uma super festa

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A rádio Pop Rock comemorou 11 anos em grande estilo. A festa realizada no dia 10 de maio no Pepsi On Stage, em Porto Alegre, atraiu aproximadamente 15 mil pessoas. O público assistiu aos shows de Acústicos e Valvulados, Papas da Língua, O Rappa, Edu Ribeiro, Claus e Vanessa, Graforréia Xilarmônica, Da Guedes, Redoma, Dj Marlboro, Zach Ashton, Comunidade Nin-Jitsu e diversas outras atrações.
Foram mais de 12 horas ininterruptas de música, com representantes de todos os estilos. Por volta
das 18 horas a Comunidade Nin-Jitsu, que participou de todas as comemorações de aniversário da rádio, subiu ao palco principal e iniciou a festa, tocando os maiores hit’s e também músicas do mais novo CD. Em seguida, no palco Open Air a dupla Claus e Vanessa embalou a galera num som mais calmo com as músicas Amor se você for embora, Medo de amar, A Fonte Secou e Coração. Vanessa ainda fez uma singela homenagem às mães, já que, no domingo era o dia delas, e incentivou o público a fazer o mesmo quando fosse embora da festa.
Acústicos e Valvulados prosseguiram tocando alguns sucessos do CD Acústico ao vivo e a cores. Chamaram o ex-Cascavelletes Nei Van Sória para cantar Quando – composição de Roberto Carlos - e Sob um céu de blues. Era visível a emoção do público diante da apresentação.
A Graforréia Xilarmônica iniciou com o clássico Amigo Punk, agitando a galera no palco externo. Saindo do rock sulista, o reggae do paulista Edu Ribeiro invadiu a pista. O público dançou e cantou ao embalo de Me namora, De mais ninguém, além de composições de Bob Marley, este que estampava a camiseta de Edu Ribeiro, deixando claro sua influência sobre o reggaeiro.
A banda Papas da Língua marcou presença no evento. Os fãs tinham as letras na ponta da língua, e todos cantaram Vem pra cá, Blusinha Branca, Viajar. Os Papas presentearam a galera com a participação dos integrantes da Sombrero Luminoso,
O californiano Zach Ashton era, juntamente com O Rappa, uma das atrações mais aguardadas. O clima praiano tomou conta da galera que cantou e vibrou.
Pouco antes de 1 hora da manhã O Rappa subiu ao palco. Apresentada pelos comunicadores da Pop Rock, uma das bandas de maior sucesso no momento agitou o público durante todo o show.
Texto/Foto: Natalia Nissen

Mas eu sou jornalista cara

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Bem, como todo trabalho feito por um iniciante, tive certas dificuldades principais. Como meu rosto não era tão comum ao meio jornalístico nem sequer nos corredores da rádio, os “simpáticos” seguranças do evento, de começo, relutaram em deixar-me fazer um trabalho em melhores condições. Mas a simpatia, ah a simpatia faz milagres, e consegui abrir portas novas para um trabalho mais bacana, ou melhor, quase todas as portas, exceto a dos camarins do Pepsi On Stage, lugar aonde não cheguei nem perto por intervenção do camarada chefe da segurança da festa.
O material disponível para nós, não fazia inveja aos demais repórteres, até mesmo, causava certo estranhamento no momento inicial e chacotas reservadas em seguida. Até mesmo o espaço, pois assim como eu, por volta de 15 mil pessoas talvez aguardassem ansiosamente o show do Rappa, e neste momento tive talvez uma das maiores dificuldades da noite, fotografar.O empurra-empurra, a massa pulando, e a câmera quase caindo da mão atrapalharam, mas com certeza a força de vontade foi maior e finalmente consegui um local adequado, ou quase, para tal finalidade. Mas as pessoas podem se impressionar com o que se faz com uma câmera amadora, um papel e uma caneta, se fazem histórias.
Como a de Dona Gisele, de 47 anos, presente em todos os aniversários da rádio, trazendo consigo a filha e uma amiga, ambas de 10 anos para a primeira celebração musical da vida. Ou do Vinicíus, da Jéssica, da Cláudia, Luciana e do Rodrigo, os primeiros a chegar, ansiosos, tensos, loucos para ver O Rappa, o primeiro show da banda da vida deles.
E até mesmo a minha história, de poder ver a poucos metros de mim, alguém que nem sequer fez música na minha infância ou adolescência, e sim um pouco antes d isso. Nei Van Sória, na minha frente um ícone da música gaúcha, eterno, pra muitos, mais novos,um tanto desconhecido, mas pra mim, ah, não pra mim.
Tiveram ainda outros momentos magníficos, como ver certos ídolos da galera em situações no mínimo constrangedoras devido ao excesso de álcool misturado com a alegria de reencontros com amigos, as amizades feitas com outros repórteres, fotógrafos e anônimos da galera, até mesmo os que viam a mim pedir acesso a área VIP, e eu respondia apenas com um sorriso, por nada mais poder fazer. A música ecoando por todos os lados, deixando a sensação de uma noite perfeita, as preocupações, os momentos descontraídos e tudo mais fizeram dessa experiência única e deixou com um grande gosto de “vamos fazer de novo”.

Texto/Foto: Michel Basgal dos Santos


Aniversário da Pop Rock agita a galera em Porto Alegre

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Porto Alegre recebeu nesse dia 10 de maio uma das maiores festas indoor do estado. Com um grande público, a comemoração dos 11 anos da Pop Rock deu a quem foi ao Pepsi On Stage um grande presente: a emoção de um evento vibrante.
A primeira atração, que era a surpresa do aniversário da rádio, subiu ao palco por volta das 17 horas. A Comunidade Nin-Jitsu, presente em todas as edições do festival, fez um show com autoridade de hit makers da música pop gaúcha, e agitou o público desde cedo, com seus principais sucessos como Detetive, Merda de Bar, Patife, e as novidades: Sacanagem e Vacilão.
Após, outra banda com a marca do sul subiu para consolidar o orgulho gaúcho presente no público. Os Acústicos e Valvulados fizeram um show memorável no palco do Pepsi on Stage, com suas músicas cantadas ao pé da letra pela galera. O primeiro momento de emoção na noite do sábado se deu com a subida da lenda do rock n’roll gaúcho Nei Van Sória, que fez participação em duas músicas do show, nos clássicos Quando de Roberto Carlos, e Sob um céu de blues, clássico dos Cascavelletes, ícone do rock oitentista e ex-banda de Nei.
O reggae tomou conta do palco na terceira atração. O paulista Edu Ribeiro, com seus hit’s na ponta da língua, agitou o público, mesclando sucessos como Me namora e De mais ninguém, com canções mais desconhecidas do grande público e algumas composições dele regravadas por outros artistas. Ainda pôs a grande massa pra dançar com muitos clássicos de Bob Marley, grande influência do músico.
A banda gaúcha de maior sucesso atualmente no Brasil marcou presença no palco. Os Papas da Língua fizeram o já tradicional show que os consagrou em todos os cantos do Brasil e os levou ao reconhecimento internacional. A felicidade por tocar para os gaúchos depois de algum tempo afastados estava estampado no rosto da banda, e eles trataram logo de demonstrar esse sentimento através de um grande show, repleto de sucessos da carreira, como Eu sei, Vem pra cá, Blusinha branca e muita interação com a galera.
O clima de praia, luau e surf invadiu o palco às 23 horas, com o californiano Zach Ashton, falando em um surpreendente alto e bom português durante boa parte do show, revelando mais ainda a admiração do músico pelo país. Zach, ao lado do Rappa, era a atração mais aguardada da noite, e fez bonito no palco passando energias positivas para a galera, com suas canções leves como Ocean e Losing.
Finalmente, perto da 1 hora da manhã, a anunciada melhor banda do Brasil pelos comunicadores da rádio subiu ao palco. O Rappa fez um show como sempre, com muita energia mútua sendo transmitida, principalmente pelo maestro da noite, Falcão, que como de costume nas apresentações do grupo, fez a galera pular com os principais sucessos da banda. Não faltaram sucessos como Pescador de Ilusões, A minha alma, O homem amarelo, entre outros grandes clássicos da consagrada banda.
O desfecho do evento ficou por conta do DJ Marlboro, que mesmo às 4h30 da manhã fez a galera cair no funk até o sol nascer, com músicas badaladas em todas as festas do gênero e com o novo sucesso entre os adeptos, o Creu. Marlboro esbanjou carisma para o público, interagiu como poucos e se disse feliz por fazer parte dessa integração entre estilos num só local.
Essa foi a festa da galera. Mais um ano ficando na história da música do Sul.

Texto: Michel Basgal dos Santos
Foto: Natalia Nissen

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Não Deixe de Longe Os Homens de Perto

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Boa noite a todos, e a partir de agora fica proibido não dar risadas neste local.”


Com esta frase, Oscar Simich dá boas vindas à platéia no Teatro São Pedro que aguardava a última apresentação da temporada de Homens de Perto em Porto Alegre. A peça escrita por Artur José Pinto, com direção de Nestor Monastério é comédia do início ao fim.
Em cartaz na capital desde o dia 8 de maio, a apresentação retrata o cotidiano masculino, com cenas que envolvem futebol, cuecas, mulheres e churrasco. O elenco composto pelo trio Zé Victor Castiel, Oscar Simich e Rogério Beretta juntou um pouco de sarcasmo e muito bom humor para comandar o espetáculo. A comédia protagonizada unicamente por homens, tem a participação de uma só atriz mulher, a personagem D.Gigi, que auxiliava os atores na troca de figurino.
A história começa com o velório de Honório, um integrante do grupo que acabava de ser sepultado. Tristes e abalados, o trio resolve que o espetáculo deve continuar mesmo sem a presença do amigo querido. Durante a peça, eles se vestem de soldados do exército, terapeutas de casais e gaúchos. Também cantam e tocam violão, dançam balé e interagem o tempo todo com o público.
Os atores mantêm um contato direto com o público com tanta naturalidade, que transformam a comédia em um grande sucesso e diversão para todas as idades.
O resultado se vê na platéia que, a cada cena retorna alegre com muitas palmas e risos.
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Texto/Foto: Paula Marquiori Consul

As aventuras de Hans Staden

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Ao chegar ao Brasil em 1550, o alemão Hans Staden não encontrou exatamente um paraíso tropical amigável. Após uma longa e turbulenta viagem marítima que rumava ao Rio da Prata, Staden viu o seu barco naufragar nas costas do Brasil, no litoral sul do atual estado de São Paulo. Capturado pelos índios Tupinambás, foi levado à Ubatuba, onde deveria ser morto e devorado pelos selvagens canibais.
Após 9 meses de cativeiro, o alemão conseguiu se libertar e voltar para seu país natal a bordo de um barco francês. No período em que permaneceu na tribo indígena, teve a vida várias vezes ameaçada e partilhou dos hábitos e costumes aborígines. Mas também pôde presenciar muitas cerimônias de antropofagia contra homens brancos, que para os índios era uma forma de vingança pelas mortes de seus irmãos.
Isso é o que conta no livro Duas Viagens ao Brasil, lançado em 1557 na Alemanha, Staden registrou de forma acurada os seus tormentos de prisioneiro dos nativos, também utilizando xilogravuras para ilustrar a narrativa. Considerado um dos primeiros best-sellers em toda a Europa, a história de aventura é uma das primeiras reportagens sobre os povos que viviam no Brasil na época. Apreciado por ter uma linguagem simples, a história é relatada de uma forma sentimental, de um homem que entregou a vida a Deus e espera que ele decida o seu destino.
A obra foi dividida em dois capítulos: o primeiro conta as aventuras e o segundo descreve as peculiaridades da terra, os animais da região, como são os habitantes e quais são os seus costumes. O que impressiona é que Staden conseguiu manter um excelente poder de observação em meio aos perigos que passou. O autor, assim, ajudou a criar no europeu a imagem da selva brasileira exuberante, mas cheia de perigos e de uma cultura indígena estranha, ingênua e desconhecida. A obra foi editada sucessivas vezes e foi traduzida para várias línguas no mundo inteiro, e em 2000 teve um filme lançado no Brasil, Hans Staden – O Filme, dirigido por Luiz Alberto Pereira.
Passados mais de quatro séculos da narrativa, a história ainda tem entre suas grandes qualidades a de transmitir a sensação de angústia e horror diante da possibilidade de ser vítima de canibalismo e da forte mensagem religiosa contida nela. Um livro direto, necessário e para ser lido num fôlego só.


Tamires Souza

Rumo ao show Engenheiros do Hawaii

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Nada estava confirmado quanto a nossa presença no show dos Engenheiros do Hawaii. A tarde fiquei imaginando se a apresentação da banda seria boa ou não, já que os cartazes espalhados pela cidade anunciavam: ‘Engenheiros do Havaí’. Mas como eu sempre aprendi que não se deve julgar um livro pela capa, continuei empolgado com o evento.
Umas 18 horas recebi a confirmação de que eu e Diego iríamos cobrir o show dos Engenheiros do Hawaii. Tratei logo de ligar para o Diego e confirmar. Às 19 horas, Diego chegou aqui em casa e fomos até o local, o colégio Maria Auxiliadora. Quando chegamos, vimos o tamanho da fila. Então, falei para Diego ligar para nosso contato, Mateus, avisando que tínhamos chegado, pois eu estava com pouco crédito no celular. Ligado para nosso contato, esperamos junto aos seguranças, sem estar na fila, esperando por Mateus, que liberaria nossa entrada. Quando entramos tratamos de ficar logo o mais perto possível do palco, e então ali esperamos até a hora do show começar. Cada vez que olhava para trás percebia que o público não parava de crescer. Era incrível. Antes do show começar o pessoal gritava: Uhhh é Engenheiros... Uhhh é Engenheiros!.
Era impressionante ver como o público estava contagiante antes mesmo de começar a apresentação da banda. O show começou às 20 horas em ponto. O pessoal cada vez se empolgava mais. É como se a cada música o público tivesse mais disposição. Eu e Diego estávamos acompanhando o show com filmadora. Ficamos revezando a câmera, pois cansava segurar ela no alto. Uma hora e meia se passou e o show acabou. Começamos a procurar pessoal para entrevistar. Encontrei uma amiga, Gabriela Campelo, que fazia tempo que não a via. Conversamos sobre o show. Ela elogiou muito. Fiquei sabendo através dela também que fazia parte de uma prova de gincana vender ingressos, que a cada 50 ingressos vendidos representava 500 pontos para a equipe, o que ajudaria a explicar a presença de quase 1,2 mil pessoas. Fiquei sabendo também que a equipe dela havia vendido o maior numero de ingressos, tendo assim ganho a oportunidade de entrar no camarim e conhecer Humberto Gessinger e sua banda. No entanto, ela não usou este recurso, que estava disponível através de uma pulseira, pulseira esta que ela estava disposta a me dar, mas como só encontrei a Bibi, apelido dela, no final do evento, acabei perdendo esta oportunidade. Depois de conversar com a Bibi, eu e Diego fomos comer um xis, enquanto falávamos do show dos Engenheiros do Hawaii. Depois disso fomos embora sabendo que valeu a pena e, que aquele cartaz do qual falei no inicio que anunciava o show como ‘Engenheiros do Havaí’, não representava absolutamente nada, pois o show superou todas as expectativas.


Texto/Foto: Rafael de Souza Freitas

Chimarruts foi Presente de Aniversário para Teutonienses

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No dia 24 de maio, Teutônia - cidade há pouco mais de 90 km de Porto Alegre - completou 27 anos de emancipação política e 150 anos de imigração alemã. Para comemorar tal data, durante a Festa de Maio, aconteceu o show da banda Chimarruts. Algumas horas antes do show procurei os responsáveis pela organização da festa, estes me levaram até o responsável pela banda - Davi. Expliquei minha situação de jornalista iniciante e pedi autorização para fazer algumas fotos do show. Para minha surpresa, ainda pude fazê-las em cima do palco!
O show estava programado para começar às 22 horas, mas com 35 minutos de atraso a banda subiu ao palco. O público aguardava ansioso, e participou cantando os maiores sucessos, entre eles Iemanjá, Pra Ela e Chapéu de Palha. Tati Portella, vocalista e backing vocal, cantou Aquarela, composição de Toquinho, encantando a todos com a voz doce e marcante. Rafa Machado, o vocalista deu os parabéns à cidade, à comunidade e ao baixista da banda Emerson Alemão também aniversariando no sábado. Ainda comentou que apesar do frio, todos eles estavam muito felizes de tocar mais uma vez em Teutônia. Um pouco antes da metade do show, desci e fiquei na área destinada aos convidados VIP, entre eles as soberanas do município, seguranças e parte da equipe, em frente ao palco. A Chimarruts encerrou o show depois do pedido “mais um!” do público, com Uma Brasileira – música da Paralamas do Sucesso e com a consagrada Deixa Chover.
Após o show os integrantes da banda foram para o camarim e permaneceram lá por 15 minutos. Até que os seguranças autorizaram a entrada de alguns fãs para tirarem fotos, pedirem autógrafos e conversarem com os músicos. Como eu já estava em frente ao camarim, pude falar com eles um pouco antes de os fãs chegarem. O pessoal da banda estava muito satisfeito com o show, com o carinho dos fãs, e disseram ainda que voltar será um prazer. Sander Fróis – guitarra solo e violão – além de dar atenção, posar para fotos e distribuir autógrafos, presenteou uma fã com a palheta que usou durante o show. Gesto comum dos músicos de diversas bandas.
Todos foram extremamente simpáticos e compreensivos, e é impressionante como a alegria deles contagia as pessoas que ficam ao redor.


Texto/Foto: Natalia Nissen

A história (é) recuperada

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Lãs fotos recuperadas son um pedazo de la vida del país que coincide com mi propia vida
Aurélio, el fotógrafo


Paredes podem se tornar testemunhas vivas de uma época, quem diria?
A historia da humanidade é manchada por eventos cruéis e traumáticos. Muitos ficam apenas gravados no fundo da alma, da psique, em cicatrizes invisíveis, que só apertam e doem para aqueles que as carregam. Alguns as mostram no corpo físico também, como sinais que o tempo não conseguirá apagar. Mas, às vezes, o acaso, se é que ele existe, pois já dizia Carl Jung, o grande psiquiatra austríaco, - “nada é por acaso” -, se encarrega de dar uma “mãozinha”, na preservação da memória histórica.
Em palestra recente na Ulbra, o fotógrafo uruguaio, Aurélio Gonzáles, com seus cabelos brancos como a neve e a expressão empolgada de um adolescente, compartilhou um pouco da sua vivência da época da ditadura no país vizinho, Uruguai. Com sua câmera, registrou boa parte dos acontecimentos destes negros dias, e como todos da imprensa, foi perseguido. Em uma de suas fotos, registra a polícia atirando nele, errando o alvo. Como num filme de ação e muita adrenalina, ele consegue driblar o cerco e se refugiar num prédio, onde esconde os negativos. Depois consegue fugir. Com o auxílio de uma amiga, se disfarça de pintor e consegue chegar na embaixada do México, onde passa dois dias. Posteriormente o embaixador o leva à sua residência, onde já havia um grupo de umas quarenta pessoas refugiadas. Em poucos dias, a Embaixada freta um avião, e via Panamá, chega ao México. Isso foi em 1973, quando era fotógrafo do jornal El Popular. Ficou exilado também na Espanha e na Holanda, sempre atuando de longe pela causa do povo uruguaio que adotou como sua pátria, pois nasceu no Marrocos espanhol.
Retorna ao Uruguai em 1985. Quem sabe ainda encontraria fragmentos do passado que deixara ao ir para o exílio?!
Levaria 20 anos!
Em janeiro de 2006, após uma longa e angustiosa busca, sem nunca perder a esperança de encontrar o material escondido, são encontrados os 60.000 negativos em latas enferrujadas. O prédio, em que Aurélio escondera o material fotografado, passara por reformas. Possivelmente, os responsáveis pela mesma, ao deparar-se com as latas, as jogaram num fosso, um buraco de difícil acesso, de onde foram, finalmente, resgatadas boa parte da história da ditadura militar do Uruguai. Segundo as palavras do fotógrafo, de sua vida também.


Texto/Foto: Ethel Peisker

Bastidores: MV BILL “O BAGULHO É DOIDO”

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Cara!!! Na real nem sei como eu posso começar a relatar isso, mas a pauleira que foi feita pra entrar nesse show foi incrível.
O bagulho não foi só doido no nome do CD do Bill, mas foi uma correria o dia todo pra conseguir as benditas entradas pro show que por um instante, pensei que não ia conseguir fazer a minha primeira pauta jornalística, e ficar mal com a cordenação da agência. Às 18 horas, em ponto saiu a confirmação das entradas pela organização do evento lá do opinião, dizendo que liberaria somente o pessoal da Cufa-RS...Ufa! Tô dentro! Já que eu faço parte dessa trupe, vou cumprir minha missão! Saí da Ulbra às 20h30, cheguei por volta das 22 horas, no meu trabalho pra pegar a máquina fotográfica (que consegui com muito custo), pois ela estava sendo usada em outro evento, fui para o Opinião correndo.
Cheguei pra cobrir o show e os caras não tinham meu nome na lista... Putz!!! Era tudo o que eu queria. Quase 23 horas e nada!!! As apresentações davam início às 23h30 e eu ali... Na tensão!!! Até que surgi um parceiro do grupo Família Seguidores... E as coisas estavam começando a mudar.
Falei com o produtor do grupo e fiz uma troca (justa em minha opinião) falei que faria umas fotos dos caras durante o show se ele conseguisse uma credencial... Feito!!! Entrei como fotógrafo dos irmãos e registrei a parada toda.
Saí pra rua pra comer um dog, e confirmando a todo instante com os seguranças (descobri que o cara é paulista que nem eu, e além de tudo santista) se eu poderia entrar com a credencial por qualquer entrada... Beleza!!! Fui e voltei na portaria pra saber dos nomes na lista, e daí o organizador achou os nomes e me deu o meu ingresso (que acabei guardando de recordação).
Dentro do show foi o maior barato!!! A galera achava que eu era fotógrafo da casa, e a todo instante queriam que eu fizesse uma foto perguntavam aonde eu ia publicá-las, os Manos e as Minas a mil... E dificultando um pouco, toda hora me esbarrando e as fotos... Tremidas, com pouca luz, fora de foco, mas graças a Deus consegui registrar tudo, mas boa parte da galera colaborou comigo e até abriam espaços gritando “O meu!!! Não atrapalha o trabalho do cara”, e foi uma experiência muito boa pra contar e constar no currículo pessoal quando eu estiver lá na frente.
O melhor de tudo que apesar das surpresas, nenhum momento pensei em desistir, pois acredito que todo bom jornalista passa e já passou por situações muito mais difíceis e constrangedoras, e isso é fato, não podemos só ver pelo lado duro mas é muito satisfatório pra mim, saber que meu trabalho vai ser uma correia divertida (sei que não é só moleza) mas mesmo assim tô aí esperançoso que vai dar tudo certo nessa nova jornada da minha vida.


Texto/Foto: William Rodrigues

MV BILL e o “Bagulho é doido”

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No dia 15 de maio aconteceu o grande show de rap nacional com MV Bill no bar Opinião em Porto-Alegre, lançando o seu novo CD chamado “O Bagulho é Doido”.
MV Bill mostrou um estilo diferente da forma como muitos vêem as apresentações de rap, tocando com banda, e deixando o som mais harmônico acrescentando violino, sax, percussão e bateria, fortalecendo as bases do Dj na composição das musicas, deixando diferente das versões originais das gravações de estúdio. A participação da sua irmã Kamilla, cantando as músicas desse novo álbum, e as consagradas como “Estilo Vagabundo, Soldado do Morro e Falcão”, deixaram a galera muito empolgada durante todo o evento.
Uma das músicas mais esperadas da noite foi “Estilo vagabundo parte dois”, onde mostra a resposta da Kamilla discutindo com Bill, e a nova versão de “Falcão” sendo mais pesada e com uma nova seqüência de scrats, aplicadas pelo Dj.
O show não teve uma grande divulgação na cidade deixando alguns fãs de fora da festa, mas a movimentação do público presente no dia foi surpreendente, lotando a casa do início ao fim.
O Rapper ainda comentou que estava muito feliz de retornar à capital, onde não realizava um show desde 2002 e pretende retornar em breve, provavelmente no fim do ano.
A abertura do evento foi do grupo de rap gaúcho, Família Seguidores, de Porto Alegre, onde fizeram a divulgação do seu primeiro trabalho independente que se chama “Um brinde”, despertando a curiosidade do público que não conhecia. O som da festa ficou por conta do Dj Piá nas pick-ups, tocando o melhor do hip-hop e da black-music durante o intervalo das apresentações.



Texto/Foto: William Rodrigues

A Oficina

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A Oficina de Jornalismo Cultural do curso de Comunicação Social da Ubra entrou em atividade no dia 15 de abril deste ano. Os encontros semanais acon-tecem às quartas-feiras das 14 às 19 horas na sala da Agência Experimental (Agex) localizada no segundo andar do prédio 11. A Oficina é ministrada pelo professor Sílvio Ribeiro.
O objetivo dessa oficina é resgatar e mostrar os valores culturais, tanto nas artes, teatro e cinema. No segundo semestre estarão abertas as inscrições para que outros estudantes tenham o privilégio de conhecer a cultura do Estado e do mundo, em todos os seus
segmentos.
Nessa primeira etapa contamos com os alunos dos Cursos de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda, que são: Bruno Antunes Figueiró, Cíntia Santana, Diego Dias, Diego Linhares Tavares, Douglas Luiz Webber, Éderson Wasem, Ethel Lutinha Peisker, Géssica Luizi Machado, Kelly Martins, Michel Basgal dos Santos, Mirian Rodrigues Centeno, Morgana Moraes Fonseca, Natalia Nissen, Paula Marquiori Cônsul, Rafael de Souza Freitas, Sonia do Nascimento, Tamires Menezes Ramos de Souza, Wender Zanon e Willian Rodrigues.


Texto: Mirian Rodrigues Centeno
Foto: Leonardo Lenskij