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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Canja Rave

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Paula Nozzari é gaúcha, já tocou na Cidadão Quem, De Falla, e Penépole. Christian Kochenborger é carioca, tocou com Jimi James e Leela. Eles formam a Canja Rave. Paula na bateria, Christian na guitarra, além disso, os dois cantam.
Depois de apresentações pelo Brasil, e uma turnê pelos Estados Unidos eles lançam o CD Da Canja à Rave em Porto Alegre.


- Como surgiu a Canja Rave? Por que uma banda com dois integrantes? Nesse caso podemos dizer que menos é mais?

A Canja Rave surgiu como fruto de um relacionamento entre eu e a Paula. Nos finais de semana ficávamos compondo músicas e então resolvemos tocá-las num estúdio.
A banda tem dois integrantes porque achamos divertido que sejam só os dois. Achamos que o som fica preenchido com a guitarra, bateria e vozes. Com certeza menos é mais! Menos gente, menos atrito e mais diversão.

- Como foi o processo de gravação do CD Da Canja à Rave?

A gravação foi feita ao longo de um ano em períodos espaçados. Gravamos no Estúdio Submarino Amarelo com a produção de Duca Leindecker, Leandro Schirmer e Canja Rave. No começo tentamos seguir a fórmula de uma banda normal, com metrônomo, guia, tudo super comportado. Depois o Duca acertadamente sugeriu que a gente gravasse tudo de novo ao vivo e sem metrônomo. Ficou muito melhor, mais vivo, dessa forma aproximando o disco do que é a Canja Rave ao vivo e passando a idéia que a gente queria desde o começo; uma coisa tosca, mas encorpada!

- A Paula já tocou com o Duca Leindecker, na Cidadão Quem. Isso influenciou a participação dele na produção do CD?

Com certeza influenciou para que ele tivesse interesse na banda. Primeiro ele quis fazer uma gravação rápida, um teste que seria um “demo” com qualidade de disco. Depois ele se empolgou e quis fazer um disco inteiro, participando na produção.

- Qual a função de cada um na Canja Rave?

Na Canja Rave além do Chris tocar guitarra e cantar, compõe melodias e harmonias. A Paula além da bateria e também cantar faz as letras. Claro que isso não é uma regra, os dois fazem letras e músicas tb, mas esse é o processo mais comum ATÉ AGORA. Ambos cuidam da parte administrativa da banda e fazem os arranjos das músicas.

- Do que falam as músicas da banda?

As letras de nossas músicas sempre falam de coisas que acontecem no nosso dia-a-dia. Tentamos passar muita verdade no som que fazemos. Muitas vezes acaba dando certo por isso, porque não estamos fingindo ser algo que não somos.

- Paula, você ficou conhecida por tocar bateria. O que significa ser reconhecida também pela voz?

Eu me considero uma BATERISTA que agora também canta, sem ter a pretensão de ser uma grande cantora. Há o desafio de tocar e cantar ao mesmo tempo.

- Vocês tocaram no Festival Rec Beat 2007, em Recife, e acabam de chegar de uma turnê pelos EUA. Qual a importância desses shows (longe de casa) para uma banda independente? Qual o maior obstáculo?

Sim tocamos em festivais longe de casa porque achamos importante tocar para públicos diferentes. Assim podemos fazer uma avaliação melhor de nosso trabalho. Sabemos que as pessoas podem gostar de nossa música sem nenhuma restrição cultural não importa onde a gente esteja. Isso é ótimo, nos da mais confiança para continuar e saber que estamos no caminho certo. O maior obstáculo é o custo e a falta de apoio para as viagens. Geralmente contamos com patrocínios, amigos, produtores e bandas dos outros lugares. Além disso, é preciso muita coragem pra desbravar o desconhecido! Nós dois somos muito aventureiros, então isso não chega a ser um problema.

- Alguns músicos dizem que quanto mais independente uma banda se considera, mais ‘dependente’ ela é, pois necessita constantemente de outras pessoas para a divulgação do seu trabalho. O que vocês acham disso?

As bandas precisam ter um público que a sustente e pessoas que acreditem e ajudem a divulgar e tornar o trabalho uma realidade. Se a banda consegue um público fiel, não necessariamente precisa de uma gravadora, mas sim alguma forma de divulgar o seu trabalho. Acho que as bandas precisam muito da ajuda dos fãs para divulgar o trabalho hoje em dia, porque sem eles, a banda não precisaria existir. Tivemos também muita sorte de contar com nossos amigos Duca Leindecker e Leandro Schirmer que trabalharam conosco no disco, além deles Fabio Nagel e Jaq Jonner, casal de amigos e fotógrafos.


- Para finalizar, qual a expectativa de vocês quanto ao show de lançamento do CD em Porto Alegre, no dia 31 de julho?


Nossa expectativa para o dia 31 de julho é de que seja o nosso melhor show em Porto Alegre até agora! Sempre torcemos para isso, claro que com muito trabalho. Contamos com os roqueiros e todo o público alternativo da cidade para um bom show e porque não uma recepção de boas vindas. É sempre bom se sentir em casa, uma boa oportunidade de tocar para nossos conterrâneos e pode esperar um show bem divertido.
Entrevista: Wender Zanon

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Cinema Lado B

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Filmes experimentais, de baixo custo ou pouco divulgados pela mídia.

MASSACRE CIRÚRGICO
Lançado no inicio de 2008, o filme traz uma produção experimental dirigida por Lucas Moreira.Lançado pela Produtora Infinitivo e Sanglant Produções, são 50 minutos de duração e buscando experimentar e arriscar alguns elementos diferentes como divisão de cores, espaço escuro e endoscopia, sem deixar de ser um puro slasher contando com cenas envolvendo amputação, retirada de entranhas e extração ocular.

MAMILOS EM CHAMA
Uma emocionante e comovente história de um coelho perversamente dividido entre as delícias sem fim do prazer pulsante , a dura realidade do trabalho assalariado e tudo isso em conflito com a descoberta do amor resplandecente e muita besteira. É um longa de animação bizarro. Dirigido por Gurcius Gewdner. Lançado em 21 de março de 2008 pela Bulhorgia Produções.

OS BATEDORES
Dirigido por Filipe Ferreira. O novo curta-metragem da produtora Arquivo Morto, conta a história de um batedor de carteiras da grande Porto Alegre, que é ameaçado de morte, caso não pague uma divida até o final do dia. Pelo que foi mostrado até agora, a história se desenrola em um ritmo ágil e com boa dose de humor.

OS BOÇAIS
Um filme do mundo Indie adaptado as telas com humor e maluquices. Lutadores e roqueiros, trazendo a história de bandas de rock e a ingenuidade da juventude. Traz aspectos do cotidiano underground, como a batalha de muitas bandas em busca do estrelato. A trilha sonora ficou por conta da produção que tem antigos membros da banda Tomate Maravilha. O curta é dirigido por Lufe Bolini.


Texto: Wender Zanon

A Arte de Gummo

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Fabiano Gummo nasceu em Canoas, RS, em 1978. Começou sua produção artística em meados da década de 80. Estimulado pela dinâmica do meio minimalista do pampa urbanizado e utilizando os mais diversos suportes estético-conceituais, como a pintura, o desenho e a poesia-intersignos, acabou desenvolvendo projetos e exposições, com destaque na "I Mostra Platina de Poesia Totalitária Algonauta Navepoesia Galacto-Canibal", em 2003, no Planetário de Porto Alegre. Além disso, lançou as bases científicas para o conceito híbrido “destrutura”, que estabelecia um diálogo entre arte e matemática. E no início do século 21, fundou o selo independente de quadrinhos Fuzzie Cannibal Comics e dando início a publicação de minicomics, fanzines e minigraphicnovels.
Agora o artista atinge um dos pontos mais altos de sua carreira, com a exposição que traz os trabalhos que ele produziu no ultimo ano.
As exposições "Abordagem Laxativa" ou "LAXATIVE APPROACH" rolaram simultaneamente no Gibi Bar, em Porto Alegre e no The Foundry, em Londres. Também foi marcada pelo lançamento da mini-comic HOBO.
Depois das exposições, Fabiano já pensa na realização de outros projetos. Como podemos conferir nessa curta entrevista.

E como é o desenvolvimento dos seus trabalhos? Você trabalha sozinho ou conta com colaborações? Como funciona esse "mundo" de exposições, fanzines, e comics?

Estou construindo um processo alternativo de criar. Primeiro exploro a cidade (Canoas) atrás de locações realizando uma espécie de urban exploration. Quando encontro algo interessante crio pequenos roteiros e possíveis histórias a partir do inconsciente coletivo daquele local. Os personagens meio que surgem sozinhos. Foi assim com HOBO, um minicomic feito especialmente para minha exposição.
Produzo também com outras pessoas, e isso inclui o fanzine Abordagem Laxativa e algumas HQs publicadas na revista Cidade B, que realizei com a colaboração do poeta totalitário Fabio Godoh.

Quais os próximos projetos?

Dentro da perspectiva editorial da Fuzzie Cannibal Comics, eu poderia citar dois que já estão em fase de pré-projeto e serão lançados até a metade do ano: DISTURBIA, baseado na história real de um sujeito que não dorme há 2 anos. E Invagination, cujo roteiro foi escrito em parceria com Leo D’ávila em meados de 1997.
Na linha pró-zine, ou seja, um fanzine com tiragem de 1000 exemplares, estou produzindo, junto com Carlos Soares, a revista PELIGRO, prevista para setembro.
Em termos de exposição pretendo convergir pintura e quadrinhos em painéis de grande porte e expor fora do Brasil, como EUA e Portugal. Esse projeto é para o final do ano com previsão de lançamento para janeiro de 2009.

E quais resultados tu pode concluir da exposição "Abordagem Laxativa" ?

O flerte que venho fazendo com quadrinhos e arte visual está surtindo efeito, acho que é a linguagem universalizada que utilizo e Abordagem Laxativa foi uma experiência incrível. Essa exposição, simultânea em dois países (Brasil / Reino Unido), me mostrou que as portas estão fechadas até o momento em que você decide arrombá-las.
O principal resultado de tudo é a combustão extra que uma exposição proporciona. Renova o gás e estabiliza, deixando tudo mais claro.

Texto/Entrevista: Wender Zanon

Massacre Cirúrgico

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Na noite em que alguns amigos vão visitar Gustavo, um jovem que acabou de sofrer um acidente, um assustador homem vestido como médico invade sua casa e rapta todas as pessoas que estavam lá. No dia seguinte, todos acordam em uma floresta. O Doutor começa a torturar cada um com métodos cirúrgicos.

Gênero: terror/trash/gore
Duração: 50 minutos
Cor: P&B/Colorido
Ano: 2008
Atores: Rodrigo Pedroso, Aline Pormann, Gustavo Dutra, Ramiro Bastos
Direção: Lucas Moreira
Uma produção Sanglant Filmes & Produtora Infinitivo.

As movimentações em volta do filme começaram há dois anos atrás, Lucas Moreira assumiu o projeto e desenvolveu junto com seus amigos. Driblando todos os empecilhos que uma câmera VHS pode possibilitar o filme se encaminhava para a fase final de edição no início do segundo semestre de 2007. Em agosto foi fechada uma parceria com a Produtora Infinitivo, que até então não tinha apresentado trabalho ao público, mas muitas idéias. Com a parceria fechada, foram acertado os últimos detalhes e no inicio de 2008, o Massacre Cirúrgico viria ao público, agradando ou não aos fãs de cinema ou apreciadores de uma carnificina. A resposta do público e critica até o momento foram boas. Tanto que Peter Baiestorf colocou o filme nos planos para a primeira exibição de filmes independentes em Nova Iorque. A intenção de Lucas Moreira desde o inicio foi de exibir a película para o maior numero de pessoas. Agradando ou não ao público, o massacre foi divulgado e obteve o reconhecimento expressivo na cena independente nacional. Hoje a Sanglant Produções & Produtora Infinitivo fazem parte de projetos de grandes cineastas brasileiros independentes, ainda sem maiores informações, estas mantidas em sigilo pela produtora, mas que em breve virão ao público. Em março, foi dada a largada para Onde as coisas cruéis vivem , próximo filme de Lucas Moreira. E em breve o site Faves, traz entrevista exclusiva com o Diretor Lucas. O filme traz na cena inicial uma festa onde um assassino invade o local e ocorre uma série de mortes e apenas uma sobrevivente, a partir disso começa a história mostrando a vida da garota depois de vivenciar o crime que deixou seqüelas físicas e psicológicas. A previsão de lançamento é para dezembro.

Texto: Wender Zanon

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